A HISTORIA DA "LAMPARINA" PARA O CATIMBÓ JUREMA.Antes de Mais nada ! Quero deixar bem claro, Cada família de catimbó jurema, trás suas tradições da forma que lhe foram passados através da oralidade, isso quer dizer, Que nem todas as famílias eram iguais referente a seus conhecimentos, costumes e rituais. Sendo assim ! A minha opinião não se agrega a todas familias do catimbó jurema.A Lamparina surgir presadamente durante o período do século XIX. A lamparina era um recipiente onde era colocado óleo de baleia ""óleo retirado da banha de animais"" e um pavio encravado num pedaço de cortiça que gerava a chama. Durante esse período, muitos moradores nordestinos, principalmente aqueles de baixa renda, os mesmo faziam sua utilizações das lamparinas. A lamparina era um meio de iluminação em noites festivas ou até mesmo em casas de moradores humildes. Grandes catimbozeiros utilizavam em seções espirituais dentro das matas ou até mesmo em suas residências. A lamparina foi umas das formas que os velhos catimbozeiros encontraram para adaptar grandes ciências as quais são utilizadas até os tempos de hoje em muitas famílias tradicionais do catimbó jurema. Devemos lembrar que, nem todos os catimbozeiros tinham dinheiro para comprar velas. A lamparina além de ser fácil na sua confecção, também era mais apropriado em seu uso, já que a mesma tinha uma duração a mais do que a vela. A lamparina se tornou-se uns dos elementos primordias para o culto a jurema, assim como ela também era muito utilizada pelos preto velhos, na verdade, a lamparina era a iluminação dos pretos velhos, ja que os mesmo também estão inseridos dentro do culto a jurema. A lamparina também era a iluminação das cidades reais dos encantos da jurema, várias ciências foram atribuídas através da espiritualidade de cada velho catimbozeiro que conseguiram através de seus dons mediunicos, fazerem sua adaptações para dentro do catimbó jurema. Devemos também lembrarmos que, a lamparina passou a ser a luz que iluminava aqueles que morriam ou faziam seus desencarnes para o mundo e nasciam para a ciência espiritual através da consagração. Existe várias formas de suas utilizações, tudo dentro da ciência. Existe lamparinas que eram utilizadas com dendê, com azeite doce, com querosene, tem lamparinas que são perfumadas, existe várias formas de uso com as lamparinas dentro do catimbó jurema, as formas e práticas, os rituais e os encantos, ainda segue em segredo em várias famílias de catimbó Jurema. Em alguns rituais e acomodações (assentamentos) utilizam as lamparinas durante as seções espirituais, o exemplo disso é, o ritual do batismo da qual a lamparina se faz presente. Em uns dos rituais do cachimbo da qual e feitos vários procedimentos, a lamparina também se faz presente. Em Algumas mesas de consagracções iremos encontrar a lamparina presente em determinadas cerimônias e ritualísticas. Em algumas mesas rasteira ou mesa de chão a onde a lamparina também se faz presente dês do começo até o término da seção . Podemos encontra-la em várias ocasiões as quais estão ligadas diretamente com o culto a jurema, portanto, a lamparina passou a ser primordial para o catimbo jurema dentro de algumas tradições familiares do catimbó jurema.Espero que todos apreciem esse texto, ele trás um bom conteúdo para o nosso aprendizado.Agradeço a todos de coração..

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As Yabás são as orixás femininas que representam a força, a sabedoria e a proteção materna na tradição afro-brasileira. Entre elas, destacam-se Iansã, a guerreira dos ventos e tempestades; Oxum, dona das águas doces e do amor; Iemanjá, a mãe dos oceanos e do acolhimento; Nanã, a anciã da sabedoria e das águas paradas; Obá, símbolo de coragem e justiça; e Ewá, guardiã dos mistérios e da transformação.Essas divindades são fonte de proteção e equilíbrio, guiando seus filhos com amor e força. A gratidão às Yabás se manifesta em oferendas, orações e atitudes de respeito, reconhecendo sua presença na vida cotidiana. Honrá-las é cultivar a fé, a harmonia e a conexão com a energia feminina que rege a natureza e o destino.SARCEDOTE DE UMBANDA PAI EURIPEDES DE OGUM!!!

Sobre exu, pomba giras e mirins para gira. Trabalhamos na energia dos nossos guardiões e guardiãs também chamados exus, pomba giras e exus e pombas giras mirins, linha de trabalho tão difamada dentro e fora da Umbanda. Esse texto tem a intenção de esclarecer a todos sobre como trabalham os guardiões em nossa casa.Todas as entidades que trabalham pela linha de esquerda são respeitadas como guias de luz, são de lei, respeitam e amam a Deus e a lei de Umbanda. Exu não xinga, não falta com o respeito com ninguém, não vem em terra pra beber ou fumar, muito pelo contrário usam a energia do fumo e do álcool para ajudar os que estão em busca de ajuda. Exu de lei não faz o mal, não aceita pagamento para prejudicar ninguém, pomba gira de lei não torna mulher nenhuma promíscua, não incentiva traição em um relacionamento, não faz homens se tornarem homossexuais e muito menos pratica a amarração. Exus e Pomba giras mirins não são seres infernais, se tratam de seres encantados logo não tiveram vida e não são espíritos de crianças mal criadas ou de rua, e assim como os exus trabalham pelo bem e pela caridade. Como tudo dentro da Umbanda, trabalhar com a linha de esquerda requer estudo e fundamento pois somente assim será possível acabar com o preconceito.

1 Sociedade Espiritualista.CASA DE OGUM SETE ESPADAS E IANSÃ E IGBALE,!BABALORIXA EURIPEDES. Curso de Umbanda OS CABOCLOS São os nossos amados Caboclos os legítimos representantes da Umbanda, eles se dividem em diversas tribos, de diversos lugares formando aldeias, eles vem de todos os lugares para nos trazer paz e saúde, pois através de seus passes, de suas ervas santas conseguem curar diversos males materiais e espirituais. A morada dos caboclos é a mata, onde recebem suas oferendas, sua cor é o verde transparente para as Caboclas e verde leitoso para os Caboclos, gostam de todas as frutas, de milho, do vinho tinto (para eles representa o sangue de Cristo), gostam de tomar sumo de ervas e apreciam o coco com vinho e mel. Existem falanges de caçadores, de guerreiros, de feiticeiros, de justiceiros; são eles trabalhadores de Umbanda e chefes de terreiros. As vezes os caboclos são confundidos com o Orixá Oxossi, mas eles são simplesmente trabalhadores da umbanda que pertencem a linha de Oxossi, embora sua irradiação possa ser de outro Orixá. A sessão de caboclos é muito alegre, lembra as festas da tribo. Eles cantam em volta do axé da casa como se estivessem em volta da fogueira sagrada, como faziam em suas aldeias. Tudo para os caboclos é motivo de festa como casamento, batizado, dia de caçar, reconhecimento de mais um guerreiro, a volta de uma caçada. Assim como os Preto-velhos, possuem grande elevação espiritual, e trabalham "incorporados" a seus médiuns na Umbanda, dando passes e consultas, em busca de sua elevação espiritual. Estão sempre em busca de uma missão, de vencer mais uma demanda, de ajudar mais um irmão de fé. São de pouco falar, mais de muito agir, pensam muito antes de tomar uma decisão, por esse motivo eles são conselheiros e responsáveis. Os Caboclos, de acordo, com planos pré-estabelecidos na Espiritualidade Maior, chegam até nós com alta e sublime missão de desempenhar tarefa da mais alta importância, por serem espíritos muito adiantados, esclarecidos e caridosos. Espíritos que foram médicos na Terra, cientistas, sábios, professores, enfim, pertenceram a diversas classes sociais, os Caboclos vêm auxiliar na caridade do dia a dia aos nossos irmãos enfermos, quer espiritualmente, quer materialmente. Por essas razões, na maior parte dos casos, os Caboclos são escolhidos por Oxalá para serem os Guias-Chefes dos médiuns, ou melhor, representar o Orixá de cabeça do médium Umbandista (em alguns casos os Pretos-Velhos assumem esse papel). Na Umbanda não existe demanda de um Caboclo para Caboclo, a demanda poderá existir de um Caboclo, entidade de luz, para com um "kiumba" ou até mesmo contra um Exu, de pouca luz espiritual.