Reflexões Umbandistas Sobre O QUE PERDEMOS QUANDO A MAKUMBA SE TORNOU UMBANDA ?A Makumba preparava as pessoas para a Vida Cotidiana, o Neo-umbadista de hoje não sabe o que isso significa, ele coloca o "uniforme" dele mas não tem vivência de Terreiro.Perdemos muito no quesito de preparo das pessoas. Os mais antigos dentro da Umbanda, aqueles que viram a transformação de Makumba para Umbanda, sabem das coisas. Conhecem as origens, não necessariamente são Mães ou Pais de santo, mas sabem e estudam sobre o povo.Perdemos também a questão de Fazer a Makumba na hora. (Fazia o descarrego na hora, banho de ervas e etc). Não fazemos mais para não "chocar" que procura um Terreiro. As Giras (oriunda do termo Njila (caminho) do Kimbundo) foram transformadas em sessões.É importante entender a questão da cultura do Povo Africano para entender a MAKUMBA. O termo vem do Quicongo kumba – “feiticeiro” (o prefixo ma, no quicongo, forma o plural), Makumba, pode ser entendida como a Reunião do Melhores, pois somente os melhores eram feiticeiros ou Kimbandas (termo de origem Kimbundu). Tem gente que até hoje acha que ser makumbeiro é ruim ou que makumba é apenas um instrumento musical. Antes de ser Umbandista seja Makumbeiro. Makumba é Filosofia de Vida; um Sistema Espiritual e Civilizatório que nos mantém em contato com nossos Ancestrais. A Umbanda já foi vista assim por todos, porém perdeu essa noção, quando foi invadida e deturpada pelo Kardecismo.Perdemos totalmente as referências Bantu, tanto que os mais novos juram que a Umbanda é um culto aos Orixás! Sem Cultura Bantu não há Umbanda. Sem Cultura Bantu não há Preto Velho. Sem Cultura bantu não há Mavambo. Não sabe o quem é Mavambo? Busque então por Aluwaia e suas denominações nos seus diversos campos de atuação. Será difícil encontrar, afinal de contas o Neo-Umbandista quer entender apenas de orixá, mas canta para Tata Caveira, Tata Mulambo, Tata Rompe Mato, Vó Cabinda e Vovô Congo.A contribuição bantu na formação linguística brasileira é muito expressiva, pois são inúmeras palavras presentes em nosso vocabulário: angu, abano, banda, bunda, bazuca, caçula, capanga, candango, cachimbo, cafundó, caxumba, dendê, fubá, fundanga, batuque, macumba, miçanga, mocotó, moleque, muamba, muvuca, muquiço, quitanda, quizila, quitute, quilombo, samba, umbanda, saravá, camundongo, ginga, tanga, sunga, catinga e tantas outras palavras que marcam a influência da língua, e da cultura bantu no Brasil. Mas o Umbandista Moderno quer apenas aprender Yorubá! Sugiro aprender Kimbundu, são 3 anos de Curso, tenho certeza que o "teu" Preto Velho vai se amarrar (na UFB tem curso). Terreiro é terra de resistência ou seja é importante falar de política, mobilização para ações sociais, cura para os aflitos, dar de comer a quem tem fome de comida e de saber, e principalmente liberdade para as mentes dos oprimidos. Isso é exercitar a espiritualidade, e hoje tem terreiro que parece clube onde a preocupação maior é com a mensalidade do médium.Nós perdemos tudo isso, os mais novos não sabe mais fazer Makumba! Tornaram-se místico sem fundamento, sem lastro, sem tradição.O Terreiro era como um Quilombo mesmo, as pessoas viviam, conviviam e resistiao. Hoje as pessoas só se encontram para a Gira.Por isso somos os Quilombo das Almas e o que nos Guia é o M.A.R. - Makumba - Ancestralidade - Resistência.Cláudio ZeferinoQuilombo das AlmasMukuiu Nzambi.

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