ESCLARECENDO OU ESCLARECIMENTO.Preto velho, índios e caboclos na visão espírita.Pretos velhos, índios e caboclos são realmente como se apresentam?Therezinha Oliveira – Uma vez desencarnado, o espírito não mais pertence a qualquer das raças humanas terrenas. Não tendo mais corpo físico, o espírito não é amarelo nem negro ou branco. O espírito poderá apresentar em seu perispírito (corpo espiritual) características de alguma raça, se ainda se sentir assim, ou assim se mentalizar.Devemos acolhê-los ou não em nossas reuniões mediúnicas?Therezinha Oliveira – Devemos acolher fraternalmente, sem qualquer intolerância ou preconceito, todos os espíritos manifestantes, porque é com a permissão de lei divinas que eles vêm às nossas reuniões.Analisemos, porém, sua natureza e o conteúdo de suas comunicações, como devemos fazer com qualquer espírito que entre nós se manifeste. Pois, esses espíritos, para se comunicarem mediunicamente, não precisariam usar de um linguajar estranho aos médiuns e aos participantes da reunião.Como atendê-los?Resp.: 1) Se o espírito adota essa aparência ou linguajar momentaneamente, porque assim era conhecido na existência terrena e que comprovar sua individualidade?A manifestação estará justificada, caso haja quem o possa reconhecer e identificar.2) Se o espírito se apresenta desse modo porque ainda se sente nas condições em que vivia na sua última encarnação?Procurar ajudá-lo a se liberar desse indesejável condicionamento:– esclarecê-lo quanto à sua real natureza de espírito;– lembrar-lhe que já teve muitas outras existências e em diferentes condições e, portanto, tem um patrimônio espiritual mais amplo;– mostrar-lhe que não precisa ficar fixado nas condições da existência que findou e que na vida espiritual pode continuar progredindo (inclusive no modo falar).3) Se o espírito diz que se apresenta assim, porque essa encarnação lhe foi muito grata por lhe haver permitido adquirir virtudes, especialmente e humildade (por não se rebelar nem odiar ante o domínio injusto que sofreu), e o deseja exemplificar?Dizer que entendemos o seu propósito mas que a humildade não consiste em aparências exteriores nem em atitudes servis; ser humilde é não se considerar melhor ou mais merecedor que os outros, não se colocar jamais acima de ninguém.4) Se o espírito finge essa aparência e linguajar com o objetivo de nos iludir e perturbar?Advertir, alertar para a responsabilidade pelos seus atos;Se não atender, usar de firmeza para que se afaste, rogando, se necessário, o amparo dos dirigentes espirituais.Por que há tantos espíritos que se apresentam dessa maneira no Brasil?Therezinha Oliveira- Pretos-velhos, índios e caboclos são figuras apreciadas na cultura popular brasileira e a Umbanda, em que a manifestação de espíritos que assim se apresentam é bem aceita e até estimulada, mais incentivou a crença neles. Muitas pessoas supõem que pretos-velhos, índios e caboclos sejam inferiores e estejam, ainda, numa condição de serviçais, para lhes atenderem aos pedidos. Outras acreditam que eles tenham poderes misteriosos, capazes de resolver de modo mágico os problemas dos consulentes. Parecem, também, julgá-los venais, já que aceitariam agir em troca de algum “pagamento” ou compensação. Evocação por rituais específicos convidam e condicionam certos espíritos a se apresentarem como preto-velhos, índios ou caboclos. E muitos espíritos, às vezes até os benévolos, assumem essa aparência porque sabem que, assim, as pessoas do meio em que se vão manifestar aceitarão mais facilmente a sua presença e mensagem.Se não oferecermos esse condicionamento, muitos espíritos deixarão de se apresentar assim, passando a se comunicarem em seu modo próprio e natural.Divaldo Franco disse: “…Muitos acham que os pretos-velhos são mais fortes. Acreditam que as coisas que os guias não fazem eles fazem. Quer dizer que nós deixamos para eles a tarefa do lixo? E existe lixo no mundo espiritual?…….”Não seria para comprovar a identidade deles que falam assim?Therezinha Oliveira- Estudiosos da cultura africana, indígena e cabocla, analisando-lhes a linguagem, usada quando se comunicam nas reuniões mediúnicas, tiram alertadoras conclusões: 1) A fala de pretos velhos não costuma corresponder aos diletos africanos, mesmo levando-se em conta a mescla com o idioma português. É mais uma algaravia (confusão de vozes) sem significado ou ligação com o que os africanos falavam;2) Índios brasileiros não poderiam jamais se denominarem “Caboclos 7 Flexas” (não tinham noção de número além dos cinco dedos da mão, nem contavam um, dois, tres, quatro e cinco mas chê po = minha mão). Também não se denominariam “Flecha Ligeira”, “Nuvem Branca” etc., como o fazem os índios norte-americanos, os quais o cinema vulgarizou entre nós. (Mediunismo e Antroponomia, Sylvio Ourique Fragoso, Revista Internacional de Espiritismo, setembro/1981).Um verdadeiro preto ou preta velha pode ser guia espiritual?Therezinha Oliveira – SIM, se por suas palavras e atos mostrar que é digno desse título, que tem conhecimentos superiores para nos orientar e verdadeiro amor para nos exemplificar. NÃO, se demonstrar pouca evolução espiritual e muito apego ainda às sensações materiais (como o fumar e o beber, por exemplo).OBSERVAÇÃO: A maioria das comunicações de pretos-velhos como guias espirituais não passa de fruto da sugestão, do animismo, fraudes e mistificações.Houve, certamente, bons espíritos que se encarnaram entre os escravos para liderarem aquele povo sofrido, de modo sábio e amoroso, durante o seu cativeiro.Alguns deles, depois de desencarnados, talvez tenham podido voltar à retaguarda terrena, por amor aos próprio crescimento espiritual no serviço do bem.Mas não devem ter sido muitos, pelo contrário, serão bem poucos, porque a maioria dos africanos escravos eram como nós: espíritos de mediana ou pouca evolução.Será que, arrancados de seu país e de seu lar, privados da liberdade, agredidos cruel e impiedosamente anos a fio, foram capazes de se resignarem e sublimarem os sentimentos em relação aos seus senhores e algozes?Pouquíssimos espíritos terão, nessas expiações e provas, triunfado desse tão duro, embora todas tenham tido ensejo de algum aprimoramento intelecto-moral. Entretanto, aí estão incontáveis espíritos de pretensos pretos e pretas-velhas, a se comunicarem e querendo assumir a posição de orientadores espirituais da humanidade, sem demonstrarem condições para tanto.Do livro: Reuniões MediúnicasDe: Therezinha OliveiraPor que é que, comumente, não vemos comunicações de pretos velhos ou de caboclos, nas sessões mediúnicas espíritas? Isso se deve a algum tipo de preconceito?J.Raul Teixeira – A expressão da pergunta está bem a calhar. Realmente, a maioria dos participantes não vê os espíritos que se comunicam, mas eles se comunicam. O Espiritismo não tem compromisso de destacar essa ou aquela entidade, em particular. Se as sessões mediúnicas espíritas são abertas para o atendimento de todo os tipos de espíritos, por que não viriam os que ainda se apresentam como preto-velhos ou novos, brancos, amarelos, vermelhos, índios, ou caboclos, e esquimós?O que ocorre é que tais espíritos devem ajustar-se às disciplinas sugeridas pelo Espiritismo e só não as atendem quando seus médiuns, igualmente, não as aceitam.Muitos espíritos que se mostram no além como antigos escravos africanos, ou como indígenas, falam normalmente, sem trejeitos, embora as formas externas dos perispíritos possam manter as características que eles desejam ou as quais não lograram desfazer.Talvez muitos esperassem que esses desencarnados se expressassem de forma confusa, misturando a língua portuguesa com outros sons, expressando-se num dialeto impenetrável, carecendo de intérpretes especiais, que, na maioria parte das vezes, fazem de conta que estão entendendo tal mescla. Se o espírito fala em nagô, que seja nagô de verdade. Se se apresenta falando guarani, que seja o verdadeiro guarani. Entretanto, não sendo o idioma exato do seu passado reencarnatório, por que não falar o médium em português, pois que capta o pensamento da entidade e reveste-o com palavras?Não há portanto, preconceito nas sessões espíritas. Entretanto, procura-se manter o respeito às entidades, à mediunidade e à Doutrina Espírita, buscando a coerência com a Verdade que já identificamos.Do livro: Diretrizes de Segurança

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EMPATIAQuando a empatia começa a se manifestar em nossas vidas, marcamos um ponto decisivo no caminho da evolução espiritual. A empatia é mais do que simplesmente entender os sentimentos alheios; é um compromisso profundo de compartilhar essas emoções, de colocar-se verdadeiramente no lugar do outro, e agir com compaixão e compreensão.No espiritismo, valorizamos a empatia como uma das mais altas expressões de maturidade espiritual, pois ela é a chave que nos permite não apenas coexistir, mas também apoiar uns aos outros em nossa jornada de crescimento. Ela nos ensina a olhar além de nossas próprias necessidades e desejos, reconhecendo e atendendo às necessidades dos outros.Convido todos neste grupo a refletir e compartilhar sobre quando a empatia começou a transformar suas interações e perspectivas. Como isso influenciou seu desenvolvimento pessoal e espiritual? Existem momentos particulares em que a prática da empatia abriu novos caminhos para a evolução em suas vidas?Vamos juntos discutir como podemos cultivar ainda mais essa habilidade essencial. Compartilhem suas experiências e dicas sobre como desenvolver e manter a empatia no dia a dia. Este é um espaço para inspirarmos uns aos outros a evoluir através do poder da empatia, ampliando nossa capacidade de amar e servir ao próximo.Façamos uma excepcional terça-feira! Boa tarde 🌻🕊️🕯️ Luz e paz em nossos corações!SIGA 👉 Espalhando a Doutrina Espírita,SARCEDOTE DE UMBANDA PAI EURIPEDES DE OGUM!!!!

CONHEÇA MAIS SOBRE O PAI E MÃE NO SANTO NA UMBANDA E CANDOMBLÉPAI E MÃE NO SANTO:Ainda há muita falta de conhecimento a respeito das religiões afro-brasileiras em nosso país...Muitas pessoas confundem as práticas dessas culturas com magias negativas...Sendo que elas são formas de expressão e cultos repletos de amor e respeito as Divindades nas quais os praticantes tem fé em sua existência...Deixando a ignorância e a intolerância religiosa de lado, e abordando com carinho o tema, iremos falar um pouco mais sobre a função do Pai e Mãe de Santo...Figuras que enfrentam diversas dificuldades e limitações para darem continuidade às suas raízes espirituais...Para dar o auxílio à diversas pessoas com todo seu conhecimento abençoado pela sabedoria e poder dos Orixás...A IMPORTÂNCIA DO PAI E MÃE DE SANTO:Ser Mãe ou Pai de Santo, não diz respeito a somente nomenclaturas de alguém que cuida de um centro ou terreiro, o Babalorixá (Pai de Santo) ou a Yalorixá (Mãe de Santo) preparados...São pessoas espiritualmente elevadas, capazes de guiar a vida de seus filhas e filhos de Santo, e elas se tornam responsáveis por cada uma dessas vidas e de suas orientações em seus caminhos...Eles também podem ser conhecidos pelos termos:Pai de terreiro ou Mãe de terreiro, Babá, Taata, Chefe de terreiro ou Zelador de terreiro...Na Casa de Umbanda ou Candomblé, eles exercem suas posições como psicólogos, aconselhando os seguidores e procurando compreender e ensinar (através da verdade e compreensão Divina) os caminhos da vida de cada um que os procuram...Ou seja, não são responsáveis somente pelo contato mais elevado com os Odús, mas precisam também acolher aqueles que necessitam de informação e entendimento...Tendo assim um trabalho delicado de transmitir da melhor foma a mensagem que recebem dos Santos de acordo com a necessidade daquele que o escuta...PRUDÊNCIA E RESPONSABILIDADE:Muitas pessoas começam a traçar o seu caminho espiritual e logo decidem abrir seu próprio terreiro, o que acontece também em qualquer outra religião e isso pode danificar a imagem de seriedade com que o Candomblé e a Umbanda trabalham...Pois a falta de experiência, conhecimentos e preparo desvirtua a organização e o desenvolver de uma verdadeira Casa de Santo...Esse é um ponto em que a ganância fala mais alto no ser humano e acaba ofendendo um trabalho sério e feito de coração em nome da verdade e das raízes dessa cultura afrodescendente...ESTAR PRONTO PARA LIDAR COM OS ORIXÁS:Os Orixás são Divindades dotadas de grande sabedoria e poder, são uma representação pura da essência do Universo...Para lidar com eles é necessário que haja postura, humildade e desprendimento, para poder melhor instruir...As pessoas que estão nesse mundo destinadas a serem guias espirituais, principalmente no nível de um Pai ou Mãe de Santo, precisam compreender o seu destino e aceitá-lo, entregar a sua vida a uma causa...Pois a energia espiritual os levarão a esta posição, é um chamado muito forte, onde terão que abrir mão de muitos privilégios mundanos para atender aos Odús...E criar uma Casa onde, estará repleta de filhos oriundos do espírito e do coração, todos aguardando por uma Luz em suas vidas...A finalidade requer muitos anos de estudo e prática e somente quem alcança tal patamar é capaz de manter com seriedade e respeito um terreiro...Pois a Casa é o espelho da alma do Pai ou Mãe de Santo, Babalorixá ou da Yalorixá...Portanto, se você quiser conhecer mais sobre essas religiões, os Orixás da Umbanda ou do Candomblé, procure por uma casa séria...Porém não se atire de cabeça antes de conhecer as fundamentações teológicas e filosóficas do dirigente da casa...Muito Axé para todos!SARCEDOTE DE UMBANDA PAI EURIPEDES DE OGUM.'.

Sobre exu, pomba giras e mirins para gira. Trabalhamos na energia dos nossos guardiões e guardiãs também chamados exus, pomba giras e exus e pombas giras mirins, linha de trabalho tão difamada dentro e fora da Umbanda. Esse texto tem a intenção de esclarecer a todos sobre como trabalham os guardiões em nossa casa.Todas as entidades que trabalham pela linha de esquerda são respeitadas como guias de luz, são de lei, respeitam e amam a Deus e a lei de Umbanda. Exu não xinga, não falta com o respeito com ninguém, não vem em terra pra beber ou fumar, muito pelo contrário usam a energia do fumo e do álcool para ajudar os que estão em busca de ajuda. Exu de lei não faz o mal, não aceita pagamento para prejudicar ninguém, pomba gira de lei não torna mulher nenhuma promíscua, não incentiva traição em um relacionamento, não faz homens se tornarem homossexuais e muito menos pratica a amarração. Exus e Pomba giras mirins não são seres infernais, se tratam de seres encantados logo não tiveram vida e não são espíritos de crianças mal criadas ou de rua, e assim como os exus trabalham pelo bem e pela caridade. Como tudo dentro da Umbanda, trabalhar com a linha de esquerda requer estudo e fundamento pois somente assim será possível acabar com o preconceito.